13/10/2010

Vários cliques, várias histórias!

Parceria com meu amigo fotógrafo Juh Bass.


APENAS OLHEM E SINTAM! 




Fotos: Juh Bass 

28/09/2010

Não há milagres

Quando seus sonhos são roubados ou interrompidos
e seus amigos se vão,
seja para sempre ou para o outro lado do mundo,
o sol deixa de brilhar com a mesma intensidade.
Sob a luz da lua não se acende mais a fogueira,
 não se ouvem os acordes no violão
e as crianças se calam para você passar.


Então só lhe resta ir para casa,
mas seu cachorro não pula mais de alegria ao te ver chegar
e em todos os canais da TV só exibem aquela mesma cena,
a típica cena do ermitão que você se identifica todas as vezes.
O mundo fica cinzento, a alma fica cinzenta.
E o que lhe resta é recostar a cabeça no travesseiro
até o sono chegar e esse tempo ir embora.


06/09/2010

A vida é assim

Quando pequena eu podia escolher entre brincar com minhas bonecas ou assistir ao desenho animado. Com o tempo, me foi permitido jogar bolinha de gude com meus primos ou andar de bicicleta no quintal de casa. Logo, poderia me dedicar ao teatro com crianças da mesma idade ou estudar música clássica ao lado de músicos conhecidos regionalmente.

Durante estes 10 anos da minha vida, sempre acreditei na minha liberdade, pois me davam opções e, com minha pequena estatura e ingenuidade, apontava para qual atividade gostaria de praticar. No fundo, sabia que havia uma censura, mas não me dava conta disso. Queria mesmo era me divertir, além de estudar e aprender princípios familiares, éticos e morais.

Passados mais cinco anos, tive a oportunidade de trabalhar e continuava a crer que a escolha era minha. Aos dezoito ganhei de presente de aniversário a chance de me locomover com mais facilidade. Num documento estava estampada minha foto, meu número de identificação, nome do pai e da mãe e mais um bocado de informações que naquele instante me faria uma pessoa ainda mais livre, com o poder de escolha ainda maior, mais significativo.


Aos 23, sei que todas as minhas escolhas sempre foram induzidas, direcionadas ao ponto de não querer nenhuma das opções, mas selecionava uma para não ficar sem nada. Porém, algo de bom acontece hoje, mesmo não tendo quase nada, tenho o que eu quero, o que realmente me interessa, aquilo que optei por vontade própria e ainda a certeza, a convicta certeza de que continuo a sofrer e que ser livre não é tão fácil como pressupus.

20/08/2010

Curta ‘Dossiê Rê Bordosa’, de César Cabral

Clique aqui http://bit.ly/3Mtl0v

Vale a pena saber o motivo pelo qual Angeli matou Rê Bordosa!

16/08/2010

13/07/2010

Cadê a minha fé?


Dentro de mim mora um ser, só pode ser isso. Mas ele me incomoda de tal maneira que não consigo pensar, não consigo acreditar, nem ver, muito menos entender. Onde está a minha fé? Onde está a minha crença num ser superior? Nem no ambiente, nem em deuses ou deusas, muito menos na imensidão.

Os sonhos estão escapando pelo vão dos meus dedos, mas isso não significa que são muitos, porque alguns já se perderam e outros começaram a ruir. Onde está a minha fé em transformar o mundo, nem que seja devagarzinho?

Às vezes o vento tenta ajudar e sopra no ouvido uma lógica, mas o caos dentro da minha cabeça faz uma curva e o leva para longe. Apenas a intuição permanece, mas também não é suficiente. E vem um medo que germina, cresce e floresce. Parece que vai morrer, mas é forte o bastante para permanecer dentro de mim. Parece o outro ser.

Acho que fui roubada e não me dei conta, se bem que ela pode ter sido seqüestrada e pede por socorro, mas não tenho como saber, pois só senti a falta dela agora. Eu devia estar dormindo quando se foi. Quero minha fé de volta!