Basta um ângulo diferente, uma luz atraente e uma visão distorcida deste mundo que nos coloca limites. Em segundos, descobre-se uma nova vida, uma nova pessoa, um novo poema através de um olhar, o meu olhar!
26/04/2010
Fábrica da Leitura e Coletivo VIDA promovem 1º EducaVEG
19/04/2010
Sete de abril
Hoje é o dia do jornalista e eu queria tanto escrever algo sobre a profissão, contar histórias, relatar fatos, fotografar, registrar, rascunhar, mas decidi parar um pouco e refletir sobre a profissão escolhida por mim.
Sucumba à tentação

Por Jaqueline BuenoAs histéricas de plantão poderão dizer que apesar de conter tudo isto, o chocolate é altamente calórico. E daí? Na vida tudo deve ser moderado, por isso basta ter bom senso. Afinal, quantas ‘porcarias’ comemos ao longo da nossa vida. Uma vez pelo menos, eu recomendo. Depois é só dar uma corridinha, fazer uma caminhada. Se isso ainda não for hábito, quem sabe pode mudar.
Contradições e devaneios
Por Jaqueline Bueno
Por mais que você faça planejamentos, a vida sempre te surpreende e te mostra que o momento não é aquele. Por mais que você se esforce e passe anos se dedicando a uma única ação, mesmo tendo outras em paralelo, mas faz daquela a primordial, a vida sempre sopra no seu ouvido sobre não pensar muito naquilo.
As pessoas vivem dizendo sobre direcionar pensamentos e despender energias para determinada coisa, porém quando você tem a convicta certeza sobre a sua realização, sempre tem mais a frente.
Você passa quase toda a sua existência fazendo e mantendo contatos – faço uso do gerúndio para perceber quão movimentada é nossa vida, quão cíclica ela é e como passamos a nos importar com isso apenas quando ela parece estática – e no final quantas desses milhares de pessoas passam por você e sorriem, ou falam um bom dia educadamente e sem pressa, ou tentam salvar uma vida, não a sua, mas a de alguém que tanto precisa?
Encontrar o equilíbrio para alguns pode parecer fácil, só que não é bem assim. Administrar família, carreira, amizades e amores tem sido uma tarefa um tanto árdua para muitos. Mas isso não justifica os atos, pois o caráter é moldado ao longo das primaveras e as experiências e reflexões pelos outonos.
Durante todas as estações buscamos nos tornar mais humanos, sensíveis, presentes e tentamos encontrar oportunidades para seguirmos o caminho correto. No final, percebemos que as cores das flores, a melancolia das folhas secas, a rigidez do vento gelado e o calor dos dias passam por nós com uma insignificância tamanha; as pessoas também. Mas nós podemos mudar isso.
Ideologia, um fator de ordem
Por Jaqueline Bueno
A indústria cultural cria necessidades e as ações vindas dela são bem planejadas para as pessoas acreditarem que se estão consumindo algo é porque precisam e não porque lhe impuseram aquilo. Assim tornam-se servis aos seus comandos, movem-se conforme as regras, alienam-se e submetem-se a horas de desperdício de tempo pelo “falso prazer”. Não exercem, de fato, a sua liberdade e se privam de conteúdos enriquecedores, levando a uma visão cada vez mais reducionista e materialista imposta pelo capital, pelas disparidades sociais, culturais e econômicas.
A ideia de ordem e progresso é ideológica, pois não é possível ordenar uma sociedade baseada no imediatismo, no efêmero e muito menos haver um progresso significativo em que a dignidade humana não é colocada em prática.
O filme “Cama de gato” contrapõe essa indústria cultural de caráter político, econômico e social – nessa ordem – que desapropria o saber. Este filme, realizado com uma verba mínima se comparado às produções Hollywoodianas, levanta questões como a violência gerada por uma sociedade excludente, de aparências. Discute ainda a relação entre as pessoas, a falta de ajuda mútua, de controle e de limites. E aponta como uma educação sólida e solidária, com princípios e metas, modifica o pensar e o agir, sem propiciar vantagens apenas “aos mais potentes interesses”, além de apresentar as consequências de atos impensáveis.
A chamada estandardização - padronização dos gostos - é planejada e, intencionalmente, gerada para levar ao consumo, pois quanto mais pessoas consumirem a mesma coisa, haverá menos discussões em torno dessa coisa. Essa falta de consciência leva aos problemas vividos atualmente, como por exemplo, o aumento no índice de pessoas obesas com níveis culturais e financeiros baixos, pois como afirma o pediatra Alessandro Danesi, “comida ruim é barata”.
De acordo com resultados das pesquisas do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição da Universidade de Brasília (UnB), apresentados na edição de novembro/2009 da Revista Brasil, “71,6% dos alimentos anunciados na TV são: fast food, guloseimas e sorvetes, refrigerante e suco natural, salgadinho de pacote e biscoito doce ou bolo; e 73,1% dos produtos estão prontos para consumo – a maioria em gordura, sal e açúcar”. Neste caso, não importa a qualidade, mas a aparência e a máxima de que se fulano usa ou consome, terei que usar e consumir para me sentir aceito socialmente e ainda porque não exigirá muito de mim.
Felizmente, se se diz que o “mundo quer ser enganado” teremos que concordar em partes, pois há pessoas deixando de curva-se para o monopólio da indústria cultural e buscando subsídios para que todos percebam a importância de incorporar o espírito de criticidade e de liberdade oportuna
O que é ser rondonista?*

Durante todo o percurso da viagem transpusemos barreiras... Abrimos mão de manias, superamos medos, dividimos o que outrora nos era indivisível.
A realidade nua e crua da vida de outras pessoas abriu a nossa mente para além das nossas próprias vontades e nos permitiu ver que não estamos aqui apenas para seguir caminhos individualizados, tão somente para formar multiplicadores. A bem da verdade, se surgirem multiplicadores será mérito único e exclusivamente dos moradores da comunidade.
Estamos aqui porque somos o futuro. Somos os próximos a fazer leis... A gerir a economia, a saúde, a educação... A escrever as notícias dos jornais, a direcionar as relações externas brasileira, a dirigir as políticas de proteção ambiental, a gerenciar indústrias, desenvolver as pesquisas tecnológicas... Enfim, somos os próximos a presidir este país.
E como faremos tudo isso se não conhecermos a fundo a realidade e os anseios do povo brasileiro?
É óbvio que com essa experiência não conhecemos a maior de todas as necessidades desse povo tão imenso e diversificado. Entretanto, podemos afirmar uma coisa, nada é como nós imaginávamos. A noção de realidade mudou, expandiu um pouquinho mais e certamente nos tornamos mais do que rondonistas, mais do que formadores de multiplicadores, mais do que humanos sensíveis... Nos fundimos ao nosso povo e nos tornamos realmente BRASILEIROS!
Este RONDON já está acabando. Estamos voltando para a correria do dia-a-dia, junto com nossos familiares e amigos. Mas certamente valeu muito cada segundo dessas duas semanas em PARAÚNA.
Todos os abraços, olhares e palavras que recebemos, as novas amizades que firmamos, a dedicação e o companheirismo do nosso querido anjo Neves... Verdadeiro instrumento de Deus, um ser humano exemplar e inesquecível... Tudo irá nos acompanhar eternamente.
E sem dúvida, quando formos os líderes deste país não tomaremos as decisões pensando apenas em nossa individualidade, mas também e principalmente naqueles que nos ensinaram muito mais do que aprenderam.




